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Roçado em Itararé

 

Longe de Itararé é um lugar que não existe

 

.........................................................................

 

 

 

 

 

No meu roçado na Estância Boemia de Santa Itararé das Artes, Cidade Poema

 

Fiz meus canteiros, como santuários

 

Semeei saudades, poemas, esperanças, auroras e prelúdios

 

E reguei com lágrimas entre pirilâmpadas e vestígios de ausências...

 

 

 

E plantei palavras, como poesilhas

 

Árvores de crush, de macarrão-gravatinha

 

Árvore de luar, de polenta, de leite-moça

 

Árvore de cerveja preta, e, claro,

 

árvores de sabiás de peito amarelo...

 

 

 

Minha Mãe Eugênia, com sua bela voz de clarinete

 

Ninava as árvores, as palavras, os sonhos, os noturnos esplendentes

 

E punha as estrelas cintilosas e as joaninhas para dormir

 

Entre os pijamas de asas de andorinhas da noite, e os “cruquerês” – lagartas de couve-manteiga

 

Entre pétalas de sereno e um vento desenhado de acordeom de meu finado pai Maestro Antenor...

 

 

 

Um dia voltarei velhinho e vencedor e aposentado

 

Para terra-mãe, Itararé; e para o meu quintal, o meu reino encantado

 

E lá verei uma árvore-mãe esbelta, frondosa e crescida

 

Dando doces memórias de amor, de luta, de vitória, de vida...

 

 

 

Nesse dia, talvez, já pronto para ir embora para uma “Itararezinha Celeste”, já pronto para finar, ir de bubuia, morrer

 

Eu mesmo árvore de alguma maneira, entre rosas rubras, calipiás e delicados lírios

 

Direi que “Escrevi um filho, plantei um livro, gerei uma árvore”

 

-Árvore da Vida, de ‘mins’; entre estados viajosos, numinosos e supremos círios

 

E poemas. Como num tear silencial entre bulbos reversos em desvairados inutensilios!

 

-0-

 

Silas Correa Leite – Ciber Poeta de Itararé em Samparaguai

 

Poema da Série “Eram os Extraterrestres Itarareenses?”

 

Site: WWW.itarare.com.br/silas.htm

 

Blog: WWW.portas-lapsos.zip.net

 

OU: WWW.artistasdeitarare.blogspot.com/

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 15:08
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