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BRASIL, Sudeste, ITARARE, Planeta Cerveja, Centro Velho de Mim Mesmo, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros, Sobreviver, Escrever, Resistir
 

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"Poeta é osso duro de RUIR..." Silas Corrêa Leite - Silas e suas "siladas"



Escrito por Silas Corrêa Leite às 13:37
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Correa Leite, Silas, 1952-

 

Silas Correa Leite nasceu em 1952, no bairro de Harmonia, no povoado de Monte Alegre (hoje chamado Telêmaco Borba), no colonião do Estado do Paraná. Com seis meses de idade, seus pais voltaram à cidade de origem da qual tinham migrado, Itararé, SP, cidade histórica onde o autor foi criado. Descobriu sua vocação literária muito precoce ainda, no curso primário que fez na cidade, descoberto e incentivado pela professora que o alfabetizou, no Grupo Escolar Tomé Teixeira, Mestra Jocelina Stachoviach de Oliveira. Escrevia em cadernos de alunos, nos álbuns das várias irmãs, e recitava poemas datados em festas na escola, como Dia da Bandeira, Dia do índio, Dia da Arvore, Dia da Pátria. Guri pobre, era “Da Caixa”, e quando perguntavam o que as crianças queriam ser quando crescessem, ele dizia que queria ser Poeta. Esse tempo ficou gravado em sua memória prodigiosa, e iria marcar para sempre o seu destino de obstinado batalhador e por isso mesmo estudioso, leitor voraz e vencedor. Com dezesseis anos, mesmo trabalhando de garçom, no Bar do Calixtrato, depois de ter sido engraxate, boia-fria, vendedor de dolé de groselha preta e aprendiz de marceneiro, já tinha sido aprovado num concurso para locutor na Rádio Clube de Itararé, escrevia com pseudônimos croniquetas para o Jornal O Guarani da cidade, e nos shows pratas da casa, imitava ídolos da Jovem Guarda.

Migrou Para São Paulo, capital, em 1970. Morou em pensões, passou fome, voltou a estudar, se formou, sempre colaborando com jornais de Itararé. Autor de diversos livros, ganhador de prêmios literários em verso e prosa de renome, consta em mais de cem antologias literárias inclusive no exterior, colabora em mais de 800 links de sites, inclusive na América espanhola, em Portugal, na África e teve seu elogiado Estatuto de Poeta, traduzido para o espanhol, inglês, francês e russo.

Professor, livre pensador humanista, conselheiro diplomado em Direitos Humanos, jornalista comunitário, é blogueiro premiado do  UOL: WWW.portas-lapsos.zip.net

E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 11:56
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“G Ê N E S I S”

Gênesis, Capítulo UM (Fragmento)

Acharam um antigo manuscrito rascunhado em “ídiche” numa milenar caverna secreta pertinho do Mar Morto. Eis o que diz o papiro:

“No principio era o caos pangalaxial, enquanto D.US criou a sensibilidade e o acervo de repertório experimental dela. E disse D.us, de muito bom humor altíssimo, querendo brincar de se divertir enquanto criava: Haja Arte! E loguinho em seguida, em um átimo de milésimo de segundo pós-bigbang, um multissom maxiespacial estrondou a música divinal dos ares na orquestra infinital de D.us, e os píncaros da glória logo entintaram de variadas cores um altíssimo e belo horizonte da cor inaugural de lírio-laranja, fundando a primeira aurora eternal então revelada em portentosa grandeza angelical. E D.us, então, cismando, tocado, pensou em sua alumbrada voz-meditação de trombone-contrabaixo: Poesia Pura!”

“E foi Música e Poesia a manhã inteirinha do Dia UM. Nos outros cinco dias, claro, D.us, de alto astral, retumbante criou versos, estrofes, tudo com muito ritmo, harmonia, metáfora; e tons e timbres e metais, além de seus maviosos murmuros em plangentes arpejos divinais.”

“Mas, antes disso, claro, como dois e dois são circo, D.us, de lua, disse: Haja Dois! E houve o bendito dois abençoado, com um eco brincante do infinito de presto respondendo com humor ao ‘haja dois’: Feijão com arroz! Pronto. A inaugural rima suave e doce tinha se anunciada. Depois D.us disse: Haja Três. E a Terra depressinha, sem seca e casca grossa trovejou-se num dinossaurico eco pedrês, ecoando a magnitude da santidade em número, gênero e grau.”

“Haja Quatro”, disse o bom D.us, repetindo de supetão, todo serelepe: Haja Quatro! E o dia anterior deu um salto de vira-cambota e o sol esplendeu quireras douradas com um brilhoso sorriso de lagarto. Haja Cinco, disse D.us incontinente, gostando de jogar iô-iô  com o pique-esconde das estrelas bailarinas. E houve o tal Dia Cinco. Cinco que era um número que não rimava fácil, nem havia poesia moderna ou versos brancos ainda, porque naquele tempo ainda não havia sido inventado a calça rancheira com vinco ou barraco com teto de zinco.”

“Depois, D.us, de tromba com uma chuva de meteoritos rebeldes sem causa, revoltados, disse: Haja Seis! E um baita eco abissal repetiu o verbo à exaustão, soando a magna plenitude criacional divina. Mal acabou de ecoar o rebento do número, o Haja Seis, e um coral de anjos se fez. E eram seis os coroinhas alados com fogos nos pés vermelhos. E viu D.us que Seis era um bom número porque também rimava com ‘gato xadrez’, com ‘era uma vez’, com ‘rósea tez’, e porque também era a soma de três quadrados. D.us era sabido que só crendo pra ver. D.us era bom em número, palavras e artes.”

“E visto que Ele sabiamente planejava descansar no que poderia ser o verbo do dia seguinte, o sétimo dia da criação, e que numa colocação de tempo da palavra-verbo não rimava, o Sétimo; que era número místico, disse Deus, em alto e bom tom, se preparando para pular fora, viajar na batatinha da terra, viajar no shoio existencial da natureza-mãe, viajar na maionese de pores do sol, dar no pira: -Haja Sete! Mas, por incrível que pareça, um anjo brincalhão cor de banana que calçava sandálias de raízes de árvores que ainda não existiam, muito criança de tudo, sapeca, cheio de poesia, música, tintas e peças de lego para armar arapucas de caçar pássaro-flor, sorrindo muito e enternurado, delicadamente apinchou na sagrada coroa dourada de D.us um cacho de confetes coloridos de zil matizes, rimando então, naquela conjunção do próprio número no presente do subjuntivo. Foi um forfé só, uma mixórdia, o mosaico dantesco do instante-luz”

“E daí, claro, a ARTE propriamente dita nunca foi a mesma. Desde a era das cavernas, a arte nunca mais parou de atiçar e surpreender, desde a descoberta da roda redonda, do fogo finalmente mantido aceso, e do vidro afinal transparente, a arte-criação nunca mais parou quieta, não parou de crescer e de se multiplicar, na barulhosa contenteza da criação humana em surto-circuito querendo brincar de d.us, arte numinosa e ninhal, catarse e espiritual, como é até os dias de hoje em que a arte é a respiração da alma, levitação e vazão de sofrências como a solidão do espaço que atrai o homem, minúsculo grão de átomo em rastro de estrelas.”

“E D.us, que esperava descansar no sabat do sétimo dia de criação, no auge inaugural de seu esplendor eterno em primeiros céus e primeiras terras-oficinas, na verdade nunca mais descansou, no meio do banzé sonoro todo que se generalizou para muito além de para sempre, da fúria do ar ao murmuro de baixios chãos e marés, passando por partituras de tempestades e de ventos, pássaros e nuvens, humanos e não humanos, vulcões e tornados, chuvas de estrelas e plantações - em canteiros de dobras espaciais - de novos céus e novas terras...”

“Deus, ensimesmado, sacou de ir tirar umas férias de soneca e respiro espiritual no Hawaí, onde lá deu de conhecer os ancestrais primatas em evolução da espécie e dos descaminhos dela, pelo livre arbítrio, e inclusive e possivelmente deve de ter conhecido e sacado logo os primevos ancestrais de Barack Obama, e então, claro, cismou muito preocupado e de tromba, que a coisa ia ficar preta e que possivelmente no devir um dia ainda iria ter que matar touro de ouro a unha”.  

“Entre músicas e letras, rimas e arranjos, corais e ensaios, estúdios e silos, solos de silêncios e alpargatas de humildade, D.us ficou sozinho  como é da própria natureza a solidão infinital de D.us, a pensar sobre o que havia criado e se tudo era bom ou não, e o que seria o futuro das espécies, e pensou se no futural não poderia ainda um dia qualquer de cinzas chorar lágrimas de luz sobre a sina daquilo tudo. Será o impossível? Matutou...”

“E D.us, então, finalmente dormiu o sono dos justos, depois da semana que fora a mais bela de sua florida jornada arquitetural edificadora, assim na terra como no céu, sabendo, muito sabido como era, no entanto, que, um dia é da cássia e outro dia é do beija-flor, entendendo ainda com seus botões de átomos díspares que da dor nasceria o blues e o jazz, da ‘dorpoesia’ nasceria a iluminação das almas em erranças, e que essa mesma poética firmaria o código decodificado de acessibilidade, portabilidade e humanista da sensibilidade de sua imagem e semelhança por tempos e tempos clarificada, muito além do vale da sombra da morte, muito além do campo de lavanda dos sonhos, muito além até de seu glorioso ser, de ser, estar e permanecer de si e em si mesmo, porque, afinal, no principio era a Arte, e todos haveriam de comer e beber dela; e dela se irradiariam, pois na Casa do Pai há muitas tomadas, muitas geladas, muitos chips, muitas iluminuras para que se pudesse amar as pessoas como se não houvesse Wifi.”

-0-

Silas Correa Leite – WWW.portas-lapsos.zip.net

E-mail: poesilas@terra.com.br

 

 

 

 

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 15:31
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Solidariedade a RIVERSUL

Penitenciárias na Região de Itararé

 

Assim como vários municípios da região de Itararé tiveram políticos  do PSDB rejeitados nas urnas, inclusive Itapeva e Itararé, assim como outros corruptos de diversos partidos - mas a maioria do PSDB - foram sentenciados, condenados pela justiça no estado de SP todo, e a PF ainda caça outros, assim como alguns corruptos morreram impunes porque se continuassem vivos estariam presos, ainda assim, Ribeirão Vermelho do Sul que virou Riversul, agora vai ter duas penitenciárias impostas pelo governo do PSDB à carente cidade e região.

Itararé mesmo, cidade histórica, que vivenciou revoluções e permanece ainda chão de estrelas, terra de artistas, bonita pela própria natureza – a história do Brasil passa por Itararé -  com uma história que toda cidade paulista gostaria de ter, aqui tiveram a pachorra de erguer um nefasto Pedágio dividindo o município ao meio, por incrível que pareça. Poderia ser no Parque Ecológico da Gruta das Andorinhas Bentas, área de divisa com o Paraná, no entanto, criaram um pedágio bem no meio do município, coisa irracional, com isso impedindo que cidadãos contribuintes pudessem ir ao mais rico recanto da cidade, o Balneário do Rio Verde e Rio da Vaca, tendo que pagar a vergonhosa tarifa  de pedágio para estar no próprio município, em área de lazer, uma verdadeira desonra, uma vergonha.

Região sul paulista abandonada pelo governo do PSDB, que, incompetente e blindado por grande parte da chamada mídia tendenciosa e parcial, está por quase duas décadas no poder; o governo do estado sem projeto para segurança, educação, saúde, reforma agrária, o estado tendo virado por essas e outras (incompetência e impunidade) na verdade uma verdadeira Cracolandia a céu aberto, um verdadeiro Pinheirinho a céu aberto, um verdadeiro Carandiru a céu aberto, e ainda a Região de Itararé, sudoeste do Estado, sendo apenada com duas penitenciarias em Riversul. Falta de respeito. Uma vergonha para a região. Como é que Avaré e Itaí aceitaram isso?

Itararé, Itapeva, Itaberá, Itaporanga, Riversul, cidades irmãs, no historial da região como um todo, que é uma das mais pobres no estado de São Paulo, há tempos abandonada pelo governo do PSDB – que saudades de Carvalho Pinto e Franco Montoro! -  agora, para ferrar ainda mais, duas penitenciárias em Riversul. Se fosse para enquadrar os corruptos do Trensalão Tucano, das Privatizações Tucanas (Livro denuncia de Amaury Jr), ainda pelo menos saberíamos que a justiça de SP deixou de ser chapa branca, deixou de ser tendenciosa e parcial, mas, para envergonhar o município e a região, é um total desrespeito aos cidadãos contribuintes dessas cidades que estão revoltados.

Nossa solidariedade ao querido município de Riversul.

Poeta Silas Correa Leite

Membro da UBE-União Brasileira de Escritores

E-mail: poesilas@terra.,com.br

Blog premiado do UOL
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Escrito por Silas Corrêa Leite às 11:10
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