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Range a Rede Cósmica


Eu tenho ossos de vidro, veias de vidro, pele de vidro
E farei dos meus inenarráveis tristes temores
Todas as minhas lágrimas, lembranças e dores

Eu tenho olho de vidro que feito um caleidoscópio
Chora todas as naturezas das vidas telúricas
Semeando lágrimas de sangue sobre a terra

Eu tenho alma de vidro e lamento por existir
No pântano horrendo da condição humana
Por isso escrevo cacos de espelho no íntimo

Eu tenho espírito de vidro e o que é que faço aqui
Na terra - o inferno do espaço, a purgar-me
Pagando erros e pedindo para escapar, fugir
.......................................................................................
Quero deixar de ser vidro - não quero essa amargura
Mas ser vidro está num chip da minha placa de captura

-0-

Silas Correa Leite, Santa Itararé das Letras-SP
E-mail:
poesilas@terra.com.br
Blog premiado
www.portas-lapsos.zip.net


Autor de “O HOMEM QUE VIROU CERVEJA”, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Giz Editorial, SP,

no prelo, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia, 2009



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:55
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A Cura (Orbitação)

(Poema Querendo ser Letra de Rock)

 

A aspirina não cura a dor da consciência

A cocaína não bota luz na sua ausência

O ipod não vai te levitar

Range rede mas é só um som virtual

Que cura

É a sua loucura

Nessa entrevada procura?

 

O papo de bar é só uma luz no seu self

Igreja não vai substituir você de você

O humor é colírio no espírito

Ser feliz é muito mais que casual

Que paz

Que você corre atrás

Se mudanças em si não faz?

 

Fugir é sempre muito dentro da gente

Vegetar é um futuro ponto de interrogação

Morrer é de todo jeito

Só os imbecis são quimicamente felizes

Que razão

É a sua orbitação

Sem noção existencial?

 

-0-

 

Silas Correa Leite, Itararé-SP

E-mail: poesilas@terra.com.br

www.itarare.com.brsilas.htm

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 09:03
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Escrito por Silas Corrêa Leite às 09:45
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