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BRASIL, Sudeste, ITARARE, Planeta Cerveja, Centro Velho de Mim Mesmo, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros, Sobreviver, Escrever, Resistir
 

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Poema Para o Dia das Mães

“Poema Para a Mãe Que Foi Morar no Céu”

Para Dona Eugênia de Oliveira (Irmã Nena) – 13.03.10 – In Memoriam

 

Há no meu peito uma igrejinha antiga

Guardada na lembrança a devida proporção

Em que minha Mãe ainda ajoelhada abriga

O meu espírito, a minha alma, o meu coração

 

E na Igreja Assembleia a minha Mãe orava

Por toda família – Mas, sobretudo por mim

Com suas orações a minha alma abrigava

E eu era viajoso e espeloteado curumim...

 

No meu peito enfebre ainda há essa Igreja

Ao longo de uma maior, ainda a ser erguida

Porque a Mãe morreu; e onde quer que esteja

Ora pelo filho poeta, muito além da vida

 

E aqui, “Dia das Mães”... teço a minha nênia

À minha saudosa Mãe – E a alma nau escoa...

-À "bença" Mãe, oro, chorando; e a Dona Eugênia

Na gloria de Deus minha saudade abençoa!

-0-

Silas Correa Leite – Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, Cidade Poema

E-mail: poesilas@terra.com.br – Site: WWW.artistasdeutrarare.spot.com/

Blogue: WWW.portas-lapsos.zip.net

 

 

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:30
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Por que homens inteligentes têm cachorro ao invés de esposa



Dada a seriedade dos últimos dias....
*Por que homens inteligentes têm cachorro ao invés de esposa:*

*1. Quanto mais atrasado você chega, mais feliz seu cachorro fica quanto
te vê.*

*2. Cachorro não liga se você chama ele pelo nome de outro cachorro.*

*3. Cachorro gosta que você deixe coisas espalhadas pelo chão.*

*4. A mãe do cachorro nunca te visita.*

*5.Cachorro aceita que você aumente a voz pra argumentar.*

*6. Você nunca precisa esperar por um cachorro; ele está pronto pra sair
24 horas por dia.*

*7. Cachorro acha engraçado quando você está bêbado.*

*8. Cachorro gosta de sair pra pescar e ficar ao seu lado enquanto você
assiste o futebol.*

*9. Um cachorro nunca vai te acordar de madrugada pra perguntar:* *"Se eu
morrer, você vai ter outro cachorro?"*

*10. Se o cachorro tem filhos, você pode anunciar no jornal e doá-los pra
outros.*

*11. O cachorro vai deixar você colocar uma coleira nele sem te chamar de
pervertido.*

*12. Se o cachorro sente o cheiro de outro cachorro em você, ele não faz
drama nem escândalo. Ele acha interessante.*

*13. Cachorro gosta de passear no banco de trás do carro.*

*E por último, mas certamente não menos importante:*

*14. Se um cachorro vai embora, ele não leva a metade das suas coisas.*

*Para confirmar que tudo o que foi dito acima é verdade faça o seguinte
teste:*
*Tranque sua mulher e o seu cachorro no porta-malas do carro.*


*Meia hora depois abra o porta-malas e veja quem está feliz em te ver.*

Mais: Cachorro não engravida de vc, não pede pensão alimentícia, não te bota corno e nem torce contra o seu Corinthians, achando vc alegre ele tb fica



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:57
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Escrito por Silas Corrêa Leite às 00:12
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FRASES

“Se as coisas são inatingíveis, isso não é motivo para não querê-las… que triste os caminhos sem a mágica presença das estrelas.” (Mário Quintana)

“Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier)

“Seja você a mudança que gostaria de ver no mundo.” (Ghandi)

“Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar.” (Nietzsche)

“Quem é capaz de ver o todo é filósofo; quem não, não.” (Platão)

(Colaboração, Celso Pelissari)



Escrito por Silas Corrêa Leite às 00:03
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SILAS E SUAS SILADAS

Eu escrevo por não saber existir

Tem gente que se acha... Só pra esconder que está totalmente perdido

A solidão é minha pátria. A poesia é só a Terra do Nunca

Meus inimigos são responsáveis pelas minhas melhores vitórias

Antes sóbrio que mal acompanhado

(Almanaque Facebook, Poetinha Silas)



Escrito por Silas Corrêa Leite às 00:00
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Os psiquiatras dizem que, uma em cada quatro pessoas, tem alguma deficiência mental. Fique de olho em três dos seus amigos. Se eles parecerem normais, o retardado é você." (Mestre dos Magos).



Escrito por Silas Corrêa Leite às 23:59
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A Estética Midiática da Tragédia

 

Quando o Presidente estadunidense John Kennedy foi assassinado, o mundo todo em novos tempos contemplou o marco de uma mídia descobrindo um ótimo filé tenebroso: a morte, o horror. Quanto pior a tragédia inusitada, melhor para os canais de comunicação em geral. O globo terrestre em tempos de bisonho e americanalhado macartismo sofreu o chamado open-doping da mídia valorando um político que, muito tempo depois, revelou o clã todo em desastres, doenças mentais (como o Clã do "Risco" Bush também), até perversidades, tramóias, conchavos, prevaricações, comportamentos pervertidos e ainda a suspeita que não quer calar, de que os Kennedys-vítimas de ocasião na verdade foram alvos sazonais de queimas de arquivos por causa de algum interesse escuso da católica Mano Negra em país de maioria protestante capitalista-caipira. A partir de então, aos poucos a mídia em geral atacou forte nesse filão de violência que atraia e atrai interessados entre as classes B, C e D da incauta população, dando, afinal, em eras de infovias e de uma nefanda globalização neoliberal (nada ética e nunca humanista) em um chamado Quinto Poder (A Violência generalizada), quando um estado substituto - resultante imediatista da proposital falência do estado de direito, na era do contrabando informal, da terceirização que promove o neoescravismo e das privatizações-roubos - assumiu o controle da periferia S/A (com seus ramos nos demais podres poderes), quando as imagens de ataques dantescos, chacinas impunes, chuvas e inundações, guerras com fito de posses, estupros mirabolantes, eliminações prometidas e outros tipos de barbaridades nos meios de contrastes sociais, riquezas impunes e lucros injustos, legaram um volume de arbitrariedades de tamanho volume que alimentaram os interesseiros bastidores da "máquina de fazer cabeças" que é a tv, gerando bobos programas ao vivo onde bandidos viram monstros sem direito a defesa, culpados se achacam a bel prazer de enxovalhos pseudomoralistas, criminosos de ocasião são julgados por fofoqueiros com godê à revelia do princípio do contraditório pela aparição pública, e o que era informação vira brechó de imprensa marrom e popularesco programeco de baixo nível em tempo de muito ouro e pouco pão, quando, paradoxalmente, por incrível que possa parecer, os verdadeiros corruptos de sempre, notadamente de extrema-direita, são intocáveis em labirínticos processos que caducam pelas falhas técnico-administrativa de nossa justiça suspeitamente cega que tarda e falha, quando não, os próprios abutres da violência dos meios da comunicação criticam os humanos direitos dos direitos cidadãos-contribuintes, valoram (sem conhecer a historicidade do país) a pena de morte só para os coitados dos arigós de sempre, e estão mesmo na verdade mancomunados com os ladrões de colarinho branco, de terno, gravata e impunidade parlamentar, aos quais dão guarida e bancam a ignorância política geral sob o enfoque do burro mote "rouba mas faz!", ou, “é dando que se recebe” (ou, “esqueçam tudo o que eu falei”) onde mamam cargos, simpatias e outras colheitas do amigo do alheio. E vai por aí a cantilena entre chacais. Com essa derrama social, com essa comanda cultural toda no refluxo do inconsciente coletivo, os rocks dantes dançantes viraram pesados no pior sentido, os Raps da juventude rebelde falam de palavrões a termos sujos que, chistes ou chulos, popularizam o doentio, o ignóbil, o vil, quando as gangues refletem a sociedade em decadência moral se infiltrando em manchas organizadas e independentes de torcida- violentas e imbecilizadas pelos falsos craques, placares e calendários superestimados, quando a arma substitui o cartão de crédito, a posse substitui a mais valia na luta de classes, e, os pobres querendo sair dos guetos acham no espetáculo das baixarias o deguste para suas implicâncias frustradas de dívidas sociais impagas desde a falsa libertação de escravos (que só indenizou os donos deles, não as vítimas), que passou depois pela Canalha de Primeiro de Abril de 1964, e terminou na rendição de um ex-sociólogo, ex-marxista e ex-ateu ao seqüestro de um sonho de uma mudança radical em favor dos excluídos sociais e em punição dos marajás de todos os tipos, de tribunais a casernas, de totens capitalistas a midiáticos por interesses puramente especulativos. Com isso tudo, perdeu a informação, perdeu o jornalismo, perdeu a imprensa, e ganhou a velhacaria dos abelhudos repórteres que, no açodado das aparições trazem fatos berrantes, daí surgindo programas como o do Ratinho (que melhorou só um pouquinho para depois acabar chulo e vergonhoso), indo por aí o espetáculo da tragédia, a invenção do aterrador com falas e depoimentos vergonhosos, quando alguns transvestidos de jornalistas (mas formadores de opinião discutível) se esmerilham em arrancar palavras e nódoas circunstanciais de matadores de aluguel, de seqüestradores de plantão, além de arrancarem lágrimas dos telespectadores pegos pra cristos de ocasião ouvindo rezas de reféns, gritos de alerta de policiais incompetentes, mostrando delegados marajás se dando importância em apurações de problemas que vieram na verdade de denúncias anônimas, pois, afinal, nesses tempos tenebrosos valora-se o dedurismo e as panelinhas se fecham quando alguém feroz cutuca a mídia com ética curta. Daí se viu o clamor popular da morte do Ayrton Senna que quase virou santo tropical, parando o Brasil e colocando todas as câmaras enfocando o trajeto do enterro, do velório, das ex-isso, ex-aquilo, quando até, acreditem se quiser, um e outro babaquara politiquinho chinfrim cara de Popeye notadamente da ala direita se prostrava candidamente feito bezerro de ouro desmamado em frente ao caixão, dia e noite, como se ali, entre fhases, no meio de esportistas de renome e gabarito tivesse importância sua cara de pau forjando luto, querendo ganhar notoriedade com a morte, querendo finalmente aparecer, ser bem votado por tolos, já que como atuador em pelejas pró-cidadãos era um aleijado de todas as formas. Depois veio o mesmo problema com o Leandro da dupla sertaneja, e confiram, lá estavam os mesmos "aparecidos" querendo ganhar notoriedade além do boca-a-boca pré-urnas, do corpo a corpo de uma campanha eleitoral, e, indo e vindo, ao lado de autoridades oficiais, pareciam querem aparecer mais que o falecido, quando novamente a dor, a tragédia, a morte, tudo ao farol da mídia viciou a estética popularesca do horror, do hediondo.  Popularizados os programecos desse tipo, todos liderados por loquazes papa-defuntos da mídia e pouco afetos a humanismos de resultados, esses programas e seus tarecos ganharam horários nobres, logo estavam refletidos em novelas (balas perdidas e assaltos a condomínios ricos, claro), em roupas cabritadas vendendo peixes utópicos, e, vai saber se um dia esse Brasil de Todos os Cancros e Carandirus Tucanos não se transforma nisso mesmo, num Circo-Horror-Show, com cada clã dando sua parcela de morte e lágrimas, de ataques e chiliques, de bandeiras e estereótipos, então só nos restará desligar a tevê e ir ouvir o bom rádio-tijolo novamente, quem sabe ler um jornal de vez em sempre, ou mesmo catar as rencas de livraços nas bibliotecas públicas do PT e voltar a ler Macunaíma, Grande Sertões Veredas, Memórias Póstumas de Brás Cubas e outros clássicos nacionais. Até porque, justiça seja feita, agora no paiol da Literatura tupiniquim já se aventuram escritores interessados em explorar esse filão do Quinto Poder, daí surgindo desde Cidade de Deus (que é um trocadilho, claro), até filmes falando de matadores de aluguel importados do mercosul a outro roteiros no mesmo fulcro, vendendo a violência e alimentando o Quinto Poder, mas nunca, claro, atingindo as análises dos propositais erros, tramóias (máfias e quadrilhas) prevaricações e mentiras eleitoreiras de tipos ricos e boçais como o próprio FHC, que o José Simão da Folha de São Paulo muito criativamente tachou de FHNistão (e eu o rotulo de Pai da Fome), e que, mesmo quando estava com a ilustre ex-primeira-dama do país em campanha com o embuste do Plano Real e a re-eleição (comprada pelo mensalão), e tendo engravidado uma outra fora do casamento (só se soube mal e porcamente agora), ao contrário do que fizeram com o operário Lula, deixaram o tucano fora do contexto da informação crucial que refletia caráter e transparência sócio-familiar, quando podiam também jogar farofa no ventilador das etiquetas e aparências sociais, provocando então o desmonte de uma imagem maleixa, porque, para achacarem pobres coitados ladrões de galinhas, vítimas e culpados de baixo nível, essa mídia insana com esse lado podre pode, mas, desmontar circos e antros de escorpiões de uma burguesia decadente da burra e insensível classe dominante não, ou estaria jogando contra si mesmo, porque, na verdade, talvez cada país tem mesmo a ala banana da imprensa marrom que bem merece. E, e bem dizer, depois que a revista Época vendeu (...) bem a morte de um fotógrafo e atacou os Sem Teto, depois que o Sílvio Santos para se vender (e vender seu habitat midiático) inventou uma doença terminal e uma morte anunciada, Roberto Marinho morreu de verdade mesmo e a Globo, claro, não perdeu a chance e vender seu morto (e sua historicidade ainda não auditada historicamente pela ética) de todas as formas possíveis, em todos os horários imagináveis, de todos os trejeitos imagéticos cabíveis, chegando inclusive à pachorra de querer torná-lo um neopopularesco de ocasião. É a morte dando lucro, Ibope e vai por aí a prosopopéia fugaz. Agora o caso da morte da menina Isabela. Quem agüenta o horror da morte sangrando na telinha? Depois dela, claro, virão outros monstros, mortos, curiosos, fuxiqueiros, papo aranha para tudo. E uma impunidade disfarçada, claro.  Eu, por mim, vou ouvir Pixinguinha, Noel Rosa e Dorival Caimy, vou fugir de enterros virtuais, velórios televisivos, homenagens póstumas sem auditorias morais em vidas pregressas, entre santos de paus ocos a falsa favela duas caras da Globo também duas caras... E quem quiser que fique ligado nas barbaridades por atacado de nossa televisão valorando a violência e esturricando noticiários de tristes reflexos emergentes disso, inclusive a morte de seus próprios profissionais, assistidos também por causa de impunidades antigas financiadas por desembargadores aposentados e sem quarentena ética e por programas de baixíssimo nível que dão lucro e ibope. Para mim tudo na tevê parece um baita samba do crioulo doido. Saravá Ponte Preta!

 

Silas Correa Leite

Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Coordenador de Pesquisas da USP

São Paulo-SP

E-mail: poesilas@terra.com.br

Blogues:

www.portas-lapsos.zip.net

www.campodetrigocomcorvos.zip.net

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 23:58
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Escrito por Silas Corrêa Leite às 23:57
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Pequena Resenha Critica

Livro de Contos “Campo de Trigo com Corvos” de Silas Correa Leite

Abril de 2012

Um contemporâneo difícil de encontrar outro ao vivo e a cores, na biblioteca ou sala dos professores de uma escola, sem marcar hora nem preparação de evento que o valha, ou contato inicial via internet. Simples assim e cotidiano. De sua literatura, uma grata surpresa.  E um registro de um Brasil que já quase não se vê em linguagem, guardada e imortalizada em verbetes que fora um deleite de ler, de saber, de quase ouvir – porque a leitura dos contos de “Campo de Trigo com Corvos”, como a contemplação de uma obra de arte, provoca os outros sentidos.

A literatura de Silas Correa Leite também dialoga com a nossa história literária, sem deixar de registrar o que vê da janela de seu tempo, com um estilo muito próprio, podendo ser estudado como documento histórico na compreensão cultural da alma de um povo. E a alma itarareense é universal. 

As influências que chegam coexistem com a constante reinvenção da forma de contar: em escrita viva, que respira e responde. São contos fantásticos no colher dos dizeres, algumas vezes indizíveis, de seu povo, e no materializar dos colóquios mais triviais que nos leva a expressões como: “levou quem trouxe”, “deusolivre”, “entojado”, “forfé”, “siricotico”, “canjebrina”, “fuzarca por atacado”, “ervado com uns gorós”, “viajando fora do combinado”, “labiriscar guanxuma orvalhada na petiça”, “lambisgóia espelotada” e muitas outras, nos remetendo a tempos idos, e explorando os nossos sentimentos de tristeza, alegria, arrebatamento, indignação, conformidade humana. 

Mas conformidade é mesmo uma coisa que passa longe de seu texto, de suas palavras. Uma literatura que tem lado, que se posiciona diante dos acontecimentos políticos do país, claramente progressista e consciente. Uma verdadeira aula de história e poesia vestida de contos. Assim é  “Campo de Trigo com Corvos” de Silas Correa Leite, de Itararé, São Paulo.

-0-

Por Aline Lima  - Professora, Historiadora, Agitadora Cultural, Coordenadora da “Mostra de Literatura Pagu” na 4ªBienal de arte e Cultura da UNE 2005/SP

 

Contato: al.novanoticia@gmail.com

 

 

 

 

 

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:13
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HOJE (Começo de Outono de 2012)

Hoje eu acordei muito tarde para existir

E muito cedo para ser eu mesmo.

Comportas do meu cérebro denunciaram o horror: é a vida!

Lá fora o sol como um sonrisal enorme para todas as ressacas

E um cheiro de fio desencapado no ar...

 

Tive pena de estar vivo. Tive medo.

Lembrei-me de um ontem quando eu era uma espécie de tiranossauro.

Cheiro de café. Rosangela no computador.

Preciso aprender a ser acompanhado

Mesmo quando não me caibo em mim.

 

Rios sob a terra. Ogivas no espaço sideral.

No rádio uma canção de Maria Bethânia diz do inacessível chão.

Preciso escrever para não chorar.

Não andei tomando conta direito de mim.

Acordar é morrer. Queria ter ficado vivo no sonho.

 

As asas dos pássaros são pétalas.

Silêncios revelam espelhos quebrados.

Não consigo aprender a ser humano.

(Há dias que é melhor nem existir

Se isso que chamam existencialização pode ser chamado de vida.

-0-

Silas Correa Leite - WWW.portas-lapsos.zip.net

E-mail: poesilas@terra.com.br - WWW.artistasdeitarare.blogspot.com/

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:06
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Lista de Oração

 

Sempre estive na lista de orações da igreja

Minha Mãe Eugênia fazia questão

E se perdia alguns segundos com o nome de cada filho

Perdia meia hora e tanto orando por mim

Com os calejados joelhos dobrados no chão.

 

Assim me vi criando, vencedor, pela vida afora

As orações demoradas e languidas de minha mãe

Ela foi morar no céu, a Itararezinha celestial agora

Foi fazer polenta de milho verde pra Deus

E deve ainda lembrar do órfão filho amado

Em iluminados e celestes acalantos seus...

 

Ao ver minha Mãe Eugênia ensimesmada, o supremo Criador

-Perguntará: -O que foi, Filha, o que é que é?

E minha mãe: -Nada não Senhor. Mas ele saberá, com tanto amor

-É o seu filho poeta dando trabalho lá em Itararé?

 

A mãe então, me preservando, como sempre, não responderá

Aos pés de Deus Nosso Senhor humildemente ajoelhará

Então o Criador do universo que é Mestre e Pai compreenderá

-O filho querido, pidão, briguento; um pobre poeta triste

Estará saudoso da mãe, e na casa da mãe; e lá resiste

Escrevendo poemas com vestígios de ausências, sentido

E muito além de um céu de chocolate num dia qualquer havido

Deus confortará o filho de Dona Eugênia de coração partido.

-0-

Silas Correa Leite – Estância boêmia de santa Itararé das Artes

E-mail: poesilas@terra.com.br

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Poema da Série “Eu Era Feliz e Não Sabia”

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:32
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“Itararezinha” (Poeminho)

“Quando o mundo acabar

Eu volto para Itararé

Paraíso – Poetinha Silas

 

Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes

...a Aurora mais longa do mundo

(Itararé fica o dia inteirinho “aurorando”)

 

E o pôr-do-sol em nossa Itararezinha

O mais belo do mundo que se tem ornando

 

O meio do dia era só as “Onze Horas”

Se abrindo; em horário de verão

E o itarareense-andorinha na sesta moscando

 

Porque Itararé é tudo isso e tanto e quanta

Bem criada. Escolhida - e sempre fulgurando

Dentro do coração, do poeta a retratando...

-0-

Silas Correa Leite

Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, Cidade Poema

E-mail: poesilas@terra.com.br

Blogue: WWW.portas-lapsos.zip.net

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:31
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LEIA SILAS:

www.itarare.com.br/silas.htm

ou ainda:

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:29
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AS PALAVRAS

Silas Correa Leite

 

As palavras sempre foram uma escora para a minha sobrevivência possível.

Com o tempo, rotulei-as: poemas descalços.

Principalmente depois que li Drumonnd com o qual dialoguei.

Antes Castro Alves, Rilke, Vinicius e o Poeta Pedro Ribeiro Pinto de Itararé, minha santa aldeia natal.

As palavras foram um esparadrapo em meu ressentir. Errações me foram duras.

Viver era um desatino sem fim. Como permanecer sensível entre amarguras?

Ah a vida dura dos meninos pobres... o trabalho nas ruas...

As palavras me iam e vinham, testamentos letrais

Surgiam do nada. Vinham como se acopladas por um sentimento misto de dor e horror.

Sobreviver sendo pobre tem um preço. Escrever a ilha-fuga.

O pai no acordeom vermelho. A mãe no tanque de pedra lascada.

E minhas irmãs, Erzita, Clarice e Sueli. Eu, bendito fruto, Jeca Crusoé.

E meus irmãos, depois de mim: Paulo Tarso e Célio Eli.

O primeiro filho varão carregava um trem.

O pessegueiro florido da morte. As tentativas de abismo.

As palavras me foram ungüento e minha alma nau viajosa

Inventava de inventar; ler dicionários era castigo em casa

E sempre havia um virado de feijão com couve que eu variando achava uma prosopopéia.

-Que palavra é essa, Piá? O pai sondando o devir.

Então descobri a Metáfora.

Santa Itararé dos boêmios e forfés, meu reino encantado.

Eu, andorinha sem breque, a vender de dolé de groselha preta

E a tomar tino das coisas. Rádio, carnaval, cerveja. Boêmia...

Um dia o guri que eu era adultizou-se. Levou quem trouxe.

Escrevia para o jornal O Guarani, ao lado do meu poeta preferido

E de Lucas Ferreira, Mário Padial Chaves, Edson Melilo, Marcos Chunda

Lauri Ribeiro Pinto e outros degas de meu rincão natal.

Cresci, estudei, em Samparaguai venci, sempre cercado de palavras.

Só a morte me deixa sem saber o que dizer.

Ganhei prêmios, lancei livros, estive em palestras e em mais de quatrocentos sites.

Empalavrei o reino da web.

Agora, passando de meio século de vida, conto os carunchos.

Terá valido a pena tanta tristeza para viver e não ter me morrido?

As palavras não calam e nem consentem.

Estou triste como um prego enferrujado sobre um martelo

Na tábua de carne da vida

Ainda assim como um surto-circuito, escrevo, escrevo, escrevo...

Deus teve piedade de mim, deu-me a poesia-resiliência.

Habito-a. Ela me rastreia. E quem quiser que conte outras.

Assim na terra como no céu.

Se houver amanhã, dirão, não existiu, o moleque caipora.

Sangue cênico, coxia letral, spot-ligh na amargura... personagem mascarado...

Dirão: -Foi só poeta e teve a colcha de retalhos de poemas que o protegeram.

Cantagonias. Minhas lagrimais letrais, válvulas de escapes do meu DNA marcado.

-0-

Silas Correa Leite

República Etílico-Boêmia Rural de Itararé

Poema da Séria “Memórias da Estância Boêmia de Itararé”

Sites: www.itarare.com.br– www.portas-lapsos.zip.net

Contatos imediatos de todos os graus:

E-mail: poesilas@terra.com.br

 



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:28
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http://www.vaniadiniz.pro.br/silas_c_leite/links.htm



Escrito por Silas Corrêa Leite às 10:26
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