 |
| |
| |



|
BRASIL, Sudeste, ITARARE, Planeta Cerveja, Centro Velho de Mim Mesmo, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Arte e cultura, Livros, Sobreviver, Escrever, Resistir
|
|
|
 |

 |
| |
Histórico
Categorias
Todas as mensagens
Link
Votação
Dê uma nota para meu blog
Outros sites
Campo de Trigo Com Corvos
Blogue Artistas de Itararé, Cidade Poema
Outras Obras de Silas Correa Leite
Entrevista Com Silas Correa Leite
Veja Microconto e Poesia Pro Tomzé
manifesto.aos.excluidos
Jornal de Poesia, Link do Poeta Silas Correa Leite
Poeta Silas Corrêa Leite
Garganta da Serpente, link Silas Correa Leite
Voe de Volta Pra Mim, Crônica Silas Correa Leite
Outras Obras de Silas Correa Leite
Site Releituras, Poema Para Oscar Niemeyer
Muitos Mais Poemas Silas Correa Leite
Texto Site Rio Total, Obra de Silas Correa Leite
Poemas do Silas Correa Leite
Coisas de Poeta (Silas Correa Leite)
Silas no gazzag, Veja o link do Poeta
SOMOS TODOS CULPADOS?
Poema Para Tomzé Declamado Por Antonio Abujamra
Conto Cego, Declamado por Antonio Abujamra
Desvairados Inutensílios - Piração Letral
Privilégio dos Caminhos, JUlia Moura LoOpes, Portugal
Silas Correa Leite Em Espanhol

|
|
 |
|
|

 |
| |
In Memoriam de Adoniran Barbosa, Boêmio, Ator, Radialista, Cantor, Compositor, Inventor, Biriteiro Faria 100 Anos em Agosto 2010 Se o senhor não tá lembrado vou contando Em agosto deste insano ano e mês de 2010 Adoniran Barbosa estaria se seculando Porque cem anos são remos e asas nos pés Das coisas que vão e voltam se entranhando Se o senhor não tá lembrado; eu sou fã Era belo domingo de sol de antiga manhã Que eu o vi saudosa maloca no Paissandu Tomou um aperitivo rabo-de-galo e caracu Chapéu e bigode a la carlitos era Adoniran Se o senhor não tá lembrado é bom que eu diga Depois o vi num barzinho risca-facas no Bixiga Tomando a saideira que nunca ali terminaria Talvez o trem das onze a milanesa ainda o siga Na corda mi da garoa em percursão e harmonia Se o senhor não tá lembrado do “Era uma vez” Cem anos Adoniran faria neste agosto que era e é Um eu você qualquer ritmo que se pinte paulistanês Do centro à zona leste Sampa via Jaçanã ou Tatuapé Adoniram boêmio é mano que samba paulistano fez -0- Silas Correa Leite, Santa Itararé das Letras/Samparaguai Blogue: www.portas-lapsos.zip.net E-mail: poesilas@terra.com.br
Escrito por Silas Corrêa Leite às 20:14
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Poeta Frederico Barbosa, um Portentoso Promotor Lítero-Cultural em Sampa -Gerenciando técnico-administrativamente com qualidade humana e cultural a famosa Casa das Rosas, na Avenida Paulista, em Sampa; promovendo a poesia que, autofágica, cada vez mais se alimenta de si mesma, Frederico Barbosa é, certamente, um pilar da literatura popularizada na maior capital da sulamérica afrolatina em pó, um verdadeiro paladino das lidas lítero-culturais, ele mesmo tremendo poeta, segundo segue, pra começo de conversa, num breve currículo pinçado da web, porque, enquanto o site Cronópios é o melhor da literatura contemporânea brasileira, Frederico Barbosa é o maior batalhador da arte poético-cultural-literária dessa meio Sampa e meio Samparaguai que ergue e destrói coisas belas: “Frederico Barbosa (Recife, Pernambuco, 20 de fevereiro de 1961), Medidor Cultural, Mediador Cultural, Promotor Cultural é um poeta, crítico literário e professor de literatura brasileiro. Barbosa se formou em Física e Grego pela Universidade de São Paulo, onde ele se especializou em Língua portuguesa, Literatura Brasileira e Portuguesa. Crítico literário do Jornal da Tarde e Folha de São Paulo por alguns anos, ele atualmente dirige um dos centros culturais mais importantes do Brasil, a Casa das Rosas - Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura. Obras: Rarefato (São Paulo, Iluminuras, 1990); Nada Feito Nada (São Paulo, Perspectiva, 1993); Contracorrente (São Paulo, Iluminuras, 2000); Louco no Oco sem Beiras – Anatomia da Depressão (São Paulo, Ateliê Editorial, 2001); Cantar de Amor entre os Escombros (São Paulo, Landy Editora, 2002); Brasibraseiro (em parceria com Antonio Risério), (São Paulo, Landy, 2004); A Consciência do Zero (Rio de Janeiro, Lamparina, 2004). Fonte: Wikipedia Página do autor na web: http://fredbar.sites.uol.com.br/ “ Opinando sobre a poesia de Frederico Barbosa, diz Amador Ribeiro Neto: “A poesia brasileira atual precisa muito da poesia-míssil de Frederico Barbosa — o mais significativo poeta surgido na década passada e um dos mais expressivos poetas contemporâneos brasileiros. Isto porque Frederico Barbosa continua a perseverante e bem sucedida trajetória de fazer poesia do não, da recusa, do nada, da rarefação, do rigor, do conciso, do exato. Com invenção. Frederico não escreve para o público: prefere formar público para a sua obra. Seus quatro livros o comprovam à vera.” Exemplo (passageiro/indicativo/fragmento) de Poema dele: CARTA A KIRILOV este tremendo desejo de por fim por fim finalizar acabar por fim no pingo na gota do i e serenar ir embora já seja tarde seja já se já tarde tá arde ainda se já tarde talvez se tal já tal tarde seja já se tarde mas arde antes tarde por fim o fim treme fim final em fim antes treme tarde desejo de por vir treme ainda tal impronto ponto finalizar tal ainda antes já
(Do livro Rarefato) Por essas e outras, pelo que Frederico Barbosa – Diretor do Espaço de Poesia Contemporânea Haroldo de Campos – (agregando Itaú Cultural ou o próprio projeto Dulcinéia Catadora), faz pela poesia brasileira em Sampa, e pela poesia de Sampa miscigenada à brasileira desses tantos brasis gerais aqui acantonados, preciso é reconhecer sua labuta limpa, sua garra transparente, sua dedicação direta e portentosa, porque é por causa dele, Frederico Barbosa, que São Paulo nem agoniza e nem morre a rama da poesia, antes, viça a poesia, entre música, teatro, viradas culturais, lançamentos, agitos boêmios, e a Casa das Rosas, base de Frederico, levanta as vozes das ruas, das academias, dessa juventude desvairada, a chamada Geração Teflon (quer aderência mas não esquenta assunto), dos criadores por atacado, sonhadores do criar possível e impossível, neomalditos até, dando espaço, tempo, voz e luz para os que ainda teimam em lavrar, tecer, clarificar. Por essas e outras, é preciso parabenizar Frederico Barbosa e dizer que ele é sim, mais um migrante brilhante que dá palco iluminado nesse chão de estrelas que precisa sim, sobreviver na sensibilidade, tipo “Faz escuro mas eu canto”, tipo “É importante que a emoção sobreviva”, e, entre letras, músicas, teatro, poesia, Frederico Barbosa é agora sim, um reconhecido patrimônio íntegro e labutador de todos que “amam-odeiam” essa Sampa de sobrevivencial (riquezas injustas, lucros impunes, propriedades-roubos, neoescravismo da terceirização neoliberal do DEMO) a uma Samparaguai demonizada no narcotráfico informal sistêmico (e impunidade generalizada por atacado desde as privatarias), onde um professor ganha trinta por cento a menos do que o educador do Piauí, e, mesmo assim, um incompetente candidato culpado disso - tipo pinóquio de chuchu - tem aterrador quase 50% de chance de ser de novo eleito governador. Já pensou? Ai de ti paulicéia desvairada! Nesses condições, ai de nós, ai de nós (parafraseando o Pan Antonio Abujamra da propositalmente falida TV Cultura/Fundação Padre Anchieta) nesses tempos tenebrosos, poetar, mais do que nunca é preciso. Silas Correa Leite – Vila Sonia, Butantã, São Paulo Site: www.portas-lapsos.zip.net E-mail: poesilas@terra.com,br Livros CAMPO DE TRIGO COM CORVOS, Contos, Editora Design e Porta-Lapsos, Poemas, Editora All-Print, SP, à venda no site: www.livrariacultura.com.br
Escrito por Silas Corrêa Leite às 20:49
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Lá No Bar das Putas (Letra de Blues) Eles não me deram o céu, meu bem Por isso eu fui morar na rua E ali eu dormia abandonado como um cão sarnento rejeitado pela sociedade Comendo do lixo e já surfando As minhas bitucas de cigarro e de restos de drogas. Eles não me deram o céu, baby Por isso eu resolvi roubar E assim me tornei poeta rueiro com cheiro de ser humano ferido até as tripas Bebendo das águas das poças Com o remédio de minha afiada navalha na alma. Eles não me deram o céu, mãe Por isso cresci me desafiando E fui posto no mundo com um louco condenado a vegetar e ainda assim ser afinado Amando as putas que me davam As migalhas de lágrimas que tinham no coração. (Refrão) Mas eu sobrevivi, meu bem ( Mas eu sobrevivi baby ( Mas eu sobrevivi, mãe ( Lá no Bar das Putas, Lá no Bar das Putas, Lá no Bar das Putas (bis) (Para acabar) Você não vai acreditar, baby/Mas eu estou ficando cego E ainda assim estou vendo Deus/Ele toca saxofone e guitarra elétrica Ele vai me dar o primeiro café com pão de crepúsculo cor de abóbora Deus mora atrás do arco-iris/Tem ouro, incenso e mirra nas mãos Ele é o dono de todas as partituras – Ele conhece todas as letras Eu sou uma letra de blues de Deus/Uma letra de blues de Deus, baby Eu, um cafetão que fugiu de Itararé e sobreviveu no Bar das Putas em São Paulo... -0- Letra: Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br Música: (Quem se habilita?)
Escrito por Silas Corrêa Leite às 19:10
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Terapia Comunitária Silas Corrêa Leite
“O que faz de qualquer número de pérolas um colar, é o fio invisível que as une todas numa certa ordem”
Antonio Sérgio O Filósofo Pascal dizia que a infinita solidão do espaço sideral o atraia. Paradoxalmente, a famosa bossa-nova de João Gilberto em áureos tempos, num belíssimo sincopado afirmava “é impossível ser feliz sozinho”. Para alguns poetas sonhadores, em estúdios íntimos buscando pérolas de ostras refratárias, a solidão é uma grande amiga. Pode circunstancialmente ser, mas, só para alguma ocasional reflexão ponderada, certa autovalorização com acompanhamento clínico. No entanto, nesses tempos de cada um por si e salve-se-quem-puder, até de um neoliberalismo que globaliza insanidades com grifes e sexismo, o problema do conviver social precisa ser repensado. As pessoas solitárias ligam o aparelho de televisão para terem companhia sonora. Outros buscam um frio amigo virtual para o descalabro de uma utopia internética. Quantos seres esperam o toque carnavalesco de um aparelho celular, em resposta a um pedido de socorro em vão?. Muitos carentes ainda se aventuram em canoas furadas e sofrem predações de todos os tipos, quando não fatais. Certas pessoas já são problematizadas nessa individuação que reflete no psicossomático, e assim vão ao shopping-center para não se sentirem sozinhos entre estranhos. Buscam ali se sentirem seguras entre vitrines e manequins, elas mesmas desfilando a sozinhês, o terrível mal desse início de terceiro milênio. E vai por aí o sentido da falta de companhia, de falta de diálogo, da tal ausência táctil. Eu mesmo, nas minhas gracezas poéticas, aventurando uma solidão-cangalha, cantei: “Acompanhe a maioria/Ande sozinho...” Ou, ainda, num poemeto-fuga ventilo a alma nau: “Eu faço poesia/Para ter companhia”. A utopia singular dos que ainda esperam e confiam, escrevem vivências e expectativas. Nas grandes metrópoles de milhões desse chamado “gado marcado” para a sobrevivência possível, gaiolas-apês escondem carentes de toda sorte, quase sub-seres; pessoas sensíveis com gravíssimos conflitos por absoluta falta de diálogo-saída-de-emergência, isto é; de terem com quem conversar. Com falta do nutriente grupal de uma convivência ético-plural-comunitária. O ser humano é positivamente (e por isso mesmo evoluído) um ser social, dependendo do outro para se fazer Ser, se completar assim. Precisa, portanto, de companhia entre humanus. Mas não é fácil. Alguns brincam, trocadilhando: há bares que vêem pra bem. Isso só vale para a fauna notívaga que é bem realizada em todos os suportes afetivo-emocionais, quando não é só uma outra fuga para a solidão que dá nos nervos. Você é tudo o que você tem. Você é o seu próprio capital. As solidões são sábias?. Isso é pura poesia. A dura realidade da solidão é muito triste. E pode acabar em doença até. Imagine então, na descalça periferia sociedade anônima, em vielas, becos, guetos, cortiços, favelas e palafitas, quando conflitos de baixa estima são resignados, quando tristes vexames extremos são sublimações em várias fugas emergentes e à mão; de ocasionais drogas a neuras mal sacadas. De eventuais violências domésticas a infrações tácitas, mais o medo sobrevivencial da difícil impossibilidade dos sem saída, dos sem açúcar e sem afeto. Isso dói. Um território de paradigmas. Nesses vários e distintos brasis por atacado, de tantas sócio-historicidades problemáticas, certos tipos de “respostas” a essa gama de variadas situações são dadas aqui e ali, com retornos satisfatórios, e então, aleluia, tudo resultou num ocasional encaminhamento para a paulatina solução imediatamente possível, até como ocasional prevenção na área da saúde mental, entre outros retornos de qualidades múltiplas. Estou me reportando à tão em voga Terapia Comunitária de ótimos resultados. Nascida lá na cidade de Fortaleza, Ceará, por criação técnico-ocupacional de um visionário psiquiatra a partir de reuniões de grupos em favelas, a idéia como um todo foi alicerçada e ganhou viço, foi experimentalizada aqui e ali, e hoje, arejada logra ocupar espaço de estudos com elenco de práticas também internacionais. É preciso saber ouvir. É preciso um canal propício a desabafos terapêuticos. Trocas. Somas. Pertences e questionamentos sócio-grupais. A boca fala? O corpo sara. A boca cala, o corpo fala. Quer saber? Sem falar, sem conversar (e assim muito bem conviver enquanto humanus) o corpo de certa forma intencionalmente avisa, “responde” direta ou indiretamente, imediatamente ou a curto, médio e longo prazo, por doenças difíceis de identificar causas; por falsos fantasmas, distúrbios mentais, seqüelas graves ou fatores de implicações até mesmo vitais, como o próprio câncer e suas seqüelas. Como é bom ter com quem conversar. O ser humano é assim efetivado como ser humano, porque socialmente comunga princípios naturais da espécie e convive com o diferente de si, mas, próximo de si. O Ser precisa falar, precisa trocar para evoluir; precisa aprender, pensar, sentir, ter aberta sua tão natural e inerente caixa de diálogo, para então se reafirmar como ser-social e ocorrer a partir disso uma salutar inteiração evolutiva de meios e de princípios também. Terapia Comunitária é exatamente isso: ter com quem conversar. Humanismo de resultados. Terapia de Amor. Colocar as pessoas para trocarem experiências, desaforamentos moderados, irem ao encontro de um seu semelhante, treinarem refinamento pessoais, alicerçarem bases, dizerem de seus problemas, sondarem soluções nos entornos, buscarem resultados amigáveis a partir de uma amizade estimulada enquanto solidária; tudo a partir de relações-parcerias, bases bilaterais de evoluções nesse propósito. Todos têm problemas, claro. Todos têm soluções? Na tal Terapia Comunitária têm. Médicos, psiquiatras, terapeutas, amantes, confidentes, poetas, parentes, amigos, colegas de trabalho e estudo, convivas, visitas, profissionais gabaritados, são saídas de emergência. Vazão de foro íntimo. Precisamos desesperadamente ter quem nos escute, de quem confie em nós, de quem nos ouça; precisamos inegavelmente de um ombro amigo, de quem opine, de quem releve, de quem sonde conosco uma luz no fim do túnel, de quem perdoe, pondere; do estojo de uma palavra-retorno-referencial; principio de contrariedade amistosa. Um beijo, um abraço, um aperto de mão. Vizinho íntimo. Tudo a ver. Essa é a idéia. Terapeutas de almas? Deus não produz lixo, disse Erma Bordeck. Pessoas se reunindo buscam soluções reunindo opiniões diferentes, comparações potencializadas, versões difusas sobre o mesmo tema, inclusive em caso de doenças. Fortemente juntas as pessoas pensam melhor. Falam de sonhos impossíveis, desafios e arrebentações íntimas. Há uma escuta receptora. Faz bem para a pele da alma respirar a energia da arte que há no encontro. A sabedoria popular do diálogo. A vida é a arte de prosear. Conversando venceremos. As flores do jardim de nossa alma. A competência de cada de cada um veiculada, promovida. A habilidade de cada um passada ao próximo, oferta e procura de seres. A informação-referencial, o aprendizado de trocas, a informação cara a cara, o conhecimento-questionamento, a busca semeadora, a escora divinizada, o suporte-empenho, o retorno de meio. Olhos nos olhos. Dor a dor. O que cada um sabe vale ouro para o outro. Experiências divididas, lutas revistas, conquistas sondadas, revisões de entendimentos antes fechados em prismas precários. Ficamos “doentes” se deixarmos de nos comunicar dinâmica e efetivamente. O chamado distúrbio mental é só isso: um esconderijo de impronunciamentos. Conversando vivemos a vida, levamos a vida, suportamos vida. Amizade assim vale o verbo viver. Terapia Comunitária é gente se reunindo com gente, para se contar um ao outro, contar um com o outro. Faz diferença o refletir de cada um; seu sentir todo próprio, particular e assim dividido; inerente mas, pensado comunitariamente, solidariamente. Almas gêmeas se encontram assim. Gente é para brilhar, não para morrer de fome, cantou Caetano Veloso. Numa Terapia Comunitária você saca melhor as perspectivas que antes solitário não via direito. Deposita créditos emotivos que sozinho não julgava ter. Poupa delírios que nem sabia em que comportamentais seqüelas escondia. Vive uma relação de se assumir em núcleo de iguais. Tem uma outra ótica renovada do seu problema que dilui no encorajamento das idéias em comum. Experimentações e desejos são regiamente partilhados. Todos por todos. A participação da dor de um, para um todo, esvazia o foco e o peso da dor. Cria teias salutares de novos rumos. Alavanca elos para mudanças radicais. Ser ouvido é uma delícia de Deus. Uma benção. A Terapia Comunitária da conversa pública (falar/ouvir) é um olhar novo sobre horizontes plurais. Amor e flor. Se você tem com quem conversar, isso compensa muita coisa. Se você não tem, não importa nada do que possui. Solte as amarras. Proseie. Solte o verbo, solte a sua língua. Mostre-se. Abra os armários de seu mundo interior, ventile idéias, alimente prosa nua e crua. Todo conhecimento é luz. Passe a palavra adiante. Essa é a verdadeira terapia humanizada. Baixe essa guarda. Baixe esse peso. -Como vai você? Eu preciso saber de sua vida, para também poder contar a minha vida. Isso tá parecendo uma balada dos anos 60, quem não dialoga vegeta. Quem não conversa, não se conserva, não se tem amor. Ame e dê-se: compartilhe-se. Feliz dia do amigo. Sobre o autor:
Silas Corrêa Leite – Estância Boêmia de Itararé, São Paulo.
Teórico da Educação, Crítico Social e Jornalista Comunitário. Pós-graduado em Relações Raciais, Literatura na Comunicação (ECA) e Direitos Humanos (USP). Prêmio Lígia Fagundes Telles Para Professor Escritor. Autor de “Porta-Lapsos, Poemas”, Editora All-Print, São Paulo, 2005, Série Literatura Brasileira Contemporânea.
Site pessoal: www.itarare.com.br/silas.htm - Autor do e-book ELE ESTÁ NO MEIO DE NÓS, download free no site www.hotbook.com.br/rom01scl.htm - Texto da Série “Terapia das Almas”, livro inédito do autor. E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br
Escrito por Silas Corrêa Leite às 12:25
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Poeta Silas Correa Leite Comemorou 58 Anos em 19 de Agosto Perto do Centenário do Tomé Teixeira, escola mais antiga de Itararé (04/05), perto de mais um aniversário de Itararé (28/08), o Literato Silas Correa Leite (na foto com a adorável Musa Rosangela), comemorou cinqüenta e oito anos, sempre a louvar Itararé em verso e prosa, cantando com maestria a sua terra-mãe, aldeia-ninhal, Cidade Poema, Santa Itararé das Artes, quando não criando frases antológicas sobre a nossa cidade, desde o próprio termo “Itarareense-Andorinha”, até a idéia de uma Itararé Estância (1968), ou ainda “A Historia do Brasil Passa Por Aqui/Verás Que Um Filho teu Não Foge à Luta/Bonita Pela Própria Natureza/Trincheiras da Legalidade/Chão de Estrelas/Paralelepípedos Como Cacau Quebrado/Parque Ecológico da Gruta das Andorinhas Bentas/”, etc. ainda criando frases sobre o G.E.T.T. como “Cem Anos de Educação, Entra Aluno, Sai Cidadão!” Desde os 18 anos, quando foi-se embora de Itararé, com apenas a quarta série do curso primário no Tomé Teixeira, tempos depois de trabalhar no Bar do Calixtrato (e foi engraxate, bóia-fria, vendedor de dolé de groselha preta, marceneiro, etc.), o Poetinha já aos 16 anos trabalhara na Rádio Clube de Itararé (aprovado num Concurso pelo Helio Porto), cantara em shows de Pratas da Casa imitando ídolos da Jovem Guarda, e já escrevia para o Jornal O Guarani do Seu Hermínio Lages. Parece, no entanto, que nunca se foi de Itararé; esteve sempre aqui, tendo até composto o Hino ao Itarareense, sendo homenageado no Centenário de Itararé com a sua Exposição Imagens & Palavras, e homenageado também pela Câmara Municipal que ele chama de Palácio Vadico. Hoje o Poetinha Silas como é conhecido por nós, tem casa em SP e em nossa cidade, em que tem rua em nome de seu pai (Rua Maestro Antenor Correa Leite), de primos,e parentes e amigos, bem como tem a recentemente falecida Mãe Dona Eugênia de Oliveira (Irmã Nena da Igreja Evangélica Assembléia de Deus) no campo santo local que criativo ele liricamente chama de Cemitério “Lágrimas do Céu” de Itararé. Procurando Itararé na web (Internet), o buscador vai achar Itararé graciosamente encantada, louvada. Silas está em mais de quatrocentos sites, blogues, orkuts, You-Tubes, etc, com entrevistas, poemas, contos, artigos, letras de MPB, ensaios, críticas sociais, romances (e-books de sucesso, um dos quais virou tese de doutorado na UFAL por ser o primeiro livro interativo do mundo da web). Como literato contemporâneo já foi destaque na Folha de São Paulo, no jornal O Estado de São Paulo (Estadão), no Jornal da Tarde, no Correio do Brasil, no JBonline, nas revistas Kalunga, Ao Mestre Com Carinho, Minha Revista, Revista Época, Revista Cultura (Sinpro), nos programas televisivos Metrópolis e Provocações (Tv Cultura), na Rede Bandeirantes, no Canal Universitário, na Rede Vida, na Rede Brasil, na Rede 21, na extinta Rede Manchete, e ainda em programas de rádio nas emissoras Bandeirantes, Eldorado, Jovem Pan, sempre lembrando de Itararé e seus ídolos locais como o Jorge Chueri. Como está no auge de sua carreira, e ainda tem muito o que criar, estando para lançar um romance bancado por uma editora de SP, sempre estudando, mostrando talento e lucidez, sendo sempre brilhante, Silas ainda muito promoverá Itararé que leva na alma, no coração, e no DNA como membro do Clã dos Fanáticos Por Itararé. Ele certamente está hoje entre os Dez Mais Ilustres Itarareenses da história, junto com nomes de personalidades como Maestro Gaya, Luiz Antonio Solda, Walter Santana Menk, Jorge Chuéri, Paulo Rolim, Carlos Casagrande, Rogéria Holtz, Irmãs Pagãs e Luiz Barco. Que o maior cantador de Itararé pelo mundo afora, tenha muitos anos de vida e continue irradiando suas artes a promoverem nosso chão amado, porque, apesar de tudo, como ele mesmo diz SEMPRE HAVERÁ ITARARÉ! – Parabéns Silas, O Maior Itarareense de Todos é Aquele Que Promove Itararé! ........... Mirna Cecilia Mainardi, Jornalista, Publicitária, Itararé e São Paulo Contatos: micema@bol.com.br
Escrito por Silas Corrêa Leite às 17:49
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
LUZES DA RIBALTA Desconfio Viver não é atravessar a ponte Mas se atirar no rio Silas Correa Leite 58 ANOS
Escrito por Silas Corrêa Leite às 23:08
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
INFINITUDES Eu moraria em tendas Como um escorpião
Mas me deram um arranha-céu Na mão
Eu moraria em desertos Como uma religião
Mas me deram endereços fantasmas No chão
Eu moraria em galáxias Ou numa outra dimensão
Mas me ensinaram a fuga na poesia E EU APRENDI A LIÇÃO Silas Correa Leite
Escrito por Silas Corrêa Leite às 18:10
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
TO BE Ser poeta é a minha maneira De chorar escondido Nessa existência estrangeira Que me tenho havido
Silas Correa Leite
Escrito por Silas Corrêa Leite às 18:08
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Teleco Sete Cordas

Poema-Homenagem, In Memoriam Lá vem o Teleco com o seu violão Dedilhando um belo samba-canção Ao lado do Fernando Milcores Harmoniza o ar com sua sinfonia Teleco Sete Cordas foi parceiro do meu Pai Antenor No conjunto regional da Igreja Cruzada Também esteve solando o nosso chão de estrelas na boemia De Santa Itararé das Artes toda emperiquitada Teleco era tranqüilo, sereno, um grande amigo Trazia uma serena candura consigo Enquanto varava as noites Itarareenses Nos bares o violão e a turma, a parceria Com essa gente seresteira que queria Passar o tempo; a fauna notívaga de Itararé Lá vem o Teleco Sete Cordas Com seu violão companheiro Com seu jeito todo lueiro Pontuando momentos e canções Em bares cheios de gente alumbrada Lá vai o Teleco dormir que é madrugada A lua na noite de Itararé desfila alada E ele vai recarregar a bateria Para o forfé de um novo dia... Um dia o Teleco parou com o seu violão Foi tocar Chão de Estrelas pra Deus E nos deixou com uma baita saudade até Mas quando o vento de noite pinta o caneco A gente acha que é o saudoso boêmioTeleco Visitando o palco iluminado de Itararé -0- Poetinha Silas Correa Leite – Santa Itararé das Letras Anos 100 da Escola Tomé Teixeira Em Comemoração Entra Aluno, Sai Cidadão – Site www.itarare.com.br E-mail: poesilas@terra.com.br Blogue: www.portas-lapsos.zip.net
Escrito por Silas Corrêa Leite às 18:06
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Como eu era um guri humilde, bem pobrinho Nunca pude ir com os coleguinhas da escola Para as excursões ao zoológico que eram caras Nesses dias sozinho e triste em casa eu ficava Enquanto meus amigos pro zoológico viajavam E eu dormia... e ao dormir... então, sonhava Eu estava comigo num zoológico incrível e lá Logo dava de inventar meus próprios bichos No escape-toleima da minha pueril imaginação E era o Jacaré-Leão O Super-Pato Laranja Ou a Lagartixa-Verde-Ranho-Limão Na minha cabeça, na minha mente Às vezes o zoológico era pura diversão À vezes lógico, mas muitas vezes não... E toma Tamanduá-Jipe Ou até mesmo Peixe-Voador Quando não alguma Baleia-Flor Nessa minha aventurosa misturança Nos meus áureos tempos de criança As irmãs reinando me achavam meio pancada... Mas no outro dia de aula, a viajosa gurizada Contava fuzarcas da viagem, da bicharada Eu cara de tongo sonhador não contava nada E toma Zebra-Bicicleta E toma Tartaruga-Estrela Quando não Tatu-Liquidificador Decerto eu, para de alguma forma de salvar Do meu próprio reino encantado era inventor Quando a gente é pobrinho só resta o sonhar Vive num encantário... na ilusão, a imaginar Uma outra vida para sobreviver... escapar E mesmo assim, nunca deixar de BRINCAR ! -0- Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes CEM ANOS DE TOMÉ TEIXEIRA NA EDUCAÇÃO Entra Aluno – Sai Cidadão E-mail: poesilas@terra.com.br -o- Site: www.itarare.com.br/silas.htm Blogue: www.portas-lapsos.zip.net
Escrito por Silas Corrêa Leite às 14:12
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
DEFINIÇÕES INTERESSANTES CONTADOR É o que sabe o custo de tudo e o valor de nada. AUDITOR É o que chega depois da batalha e pisa nos feridos. BANQUEIRO É um cara que te empresta um guarda-chuva quando faz um sol radiante e o pega de volta no instante que começa a chover ECONOMISTA É um expert que saberá amanhã por que o que predisse ontem não aconteceu hoje. REALISTA É alguém que leva uma bomba de mentira quando voa, porque isso diminui as possibilidades de que haja outra bomba no mesmo avião. PROGRAMADOR É o que resolve um problema que você não sabia que tinha de uma maneira que você não compreende. COMPUTADOR Máquina inventada para resolver problemas que ainda não existiam antes da sua criação. ANALISTA DE SISTEMAS Pessoa que um dia soube programar computadores, mas não foi capaz de acompanhar a evolução da informática e quis continuar trabalhando na área assim mesmo. FÍSICO QUÂNTICO É um homem cego em um quarto escuro, procurando por um gato preto que não está lá. ADVOGADO É uma pessoa que escreve um documento de 10.000 palavras e o chama de "sumário". PSICÓLOGO É aquele que olha todos os demais quando uma mulher atraente entra na sala. CONSULTOR É alguém que tira o relógio do teu pulso, te diz a hora e te cobra por isso. DIPLOMATA É quem lhe diz "vá a merda" de um modo tal que você fica ansioso para começar a viagem. ARQUITETO Diz-se de um cara que não foi suficientemente "macho" para ser engenheiro, nem suficientemente bicha para ser designer. TÉCNICO Profissional apaixonado que sabe um pouco de tudo o que cerca sua área. GERENTE Profissional especializado que sabe muito sobre uns poucos pontos estratégicos de sua área. DIRETOR Profissional altamente especializado que sabe absolutamente tudo sobre absolutamente nada. AMIGO Diz-se da pessoa do sexo oposto que tem esse não sei o quê que elimina toda intenção de querer ir para cama com ela. ESCOTEIRO Um menino vestido de estúpido comandado por um estúpido vestido de menino. CANDIDATO Pessoa que obtém dinheiro dos ricos e votos dos pobres para proteger um do outro. CONFIANÇA Via livre que se dá a uma pessoa para que cometa uma série de besteiras. FÁCIL Diz-se da mulher que tem a moral sexual de um homem. FUTEBOL É com quem toda mulher se casa sem saber. INDIFERENÇA Atitude que adota uma mulher diante de um homem que não lhe interessa, que é interpretada por ele como "está se fazendo de difícil". INFLAÇÂO É ter que viver pagando os preços do ano que vem com o salário do ano passado. MODÉSTIA Reconhecer que alguém não é perfeito, mas não dizer a ninguém. CHATO Pessoa que fala quando seria desejado que escutasse. TRABALHO EM EQUIPE Possibilidade de jogar a culpa nos outros. OPOSIÇÃO AO LULA O lixão da tucanalha do DEMO falando do rasgado
Escrito por Silas Corrêa Leite às 14:57
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
ERRAÇÕES Auto-Retrato Testamental Breve e agudo, epigramático, irônico, cara e coragem verbalizando Esperança-utopia sempre – um outro mundo (as letras! as letras!) Idílios pastoris, epifanias, e cortes na própria carne. Ai de mim! Corte seco na linguagem espandongada, verve satírica, contundente Resíduo cru da Geração 45 ainda (misticismo poético), nos Anos 60 Condensações – essências e medulas – eis o estilo quando não desenfreado Às vezes a metralhadora dialética – sai de baixo; os vazamentos gerais Às vezes o paradoxal, enxuto, anti-retórico – os versos – e os véus Haiquases, microcontos, twitter-poemas, alma-olaria – a alma-nau A palo seco vez em quando (vice-versos) – rigor concreto (neoconcreto) Lucidez verbal; jorro neural - polaridades – chorumes em verso e prosa Visibilidades, pertencimentos – humanismo de resultados, goya-marx Remontagens de vocábulos – pensadilhos, trilhas, urbes, hangares, o caos Jogam-se palavras no macadame das idéias, mixórdias, consertos críticos Paródias, refabulações, letras de rocks e blues, hinos, louvações gerais Desmontagens de palavras, parágrafos, trocadilhos, kamikazes urdidos Ideologia-guaraná, signo não verbal, vanguarda, e-book, morte à matéria Ficção-angústia: e chistes espirituosos, cracas, contentezas, barulhanças... Volúpia, paixão de escreviver: estrelamentos, ilhamentos-crusoés na web Prazer lúdico: jogo palavreal – o avesso do haver-se (palavras cruzadas) Neologismos-chistes: salmos contemporâneos, existir dói o sobreviver Romance com loucura-lucidez, vários finais, técnicas de lesmo com asas Contraposições – desvairados inutensilios, bem-te-vi, bem-te-ri, aleluias Significados e metalinguagens: metáforas etílicas, carpideiro cervejólogo O que o poeta no fundo é? Errações & erranças – sal da terra oxidado O inconsciente: clarificações – campo de trigo com corvos – porta-lapsos O sentido de sobreviver, o retiro letral: ensaios-estúdios, homem-cerveja Ensaísta de ocasião, resenhista e outros istmos. Ilhações-cibalenas: diques Rações de subvida: existencialismo com placas de capturas: range a rede Santa Itararé das Letras, Cidade poema, terra-mãe, auto-exilio íntimo O pântano da condição humana - desterro de pasárgada: shangri-lá... Sagrado coração de ser-se: inventário de partilhas, testamento-vazão Escrever é éter, é ter, é ter-ser(se): código de barros macunaímicos Épico-cético: o cínico estado mínimo, ai de ti neoliberalismo-câncer O antivida: exílio literário, ócios do oficio nas enlivrações-bastilhas Lacônico ou exagerado: complexo, obstinado, transliterário-purgação Abismal subjetivo, declínio e levitação, aqui jazz o que se escreveu pra ser Itararé-mãe: o neomaldito - fuga do ser de si em verbos-cálices, fermentos O poeta finge a dor: solidão-coivara, solidão-albatroz, surrealismo ópio A provinciana metrópole: Samparaguai, roubismo desde os bandeirantes Neo século: ansiedade, Rosangela musa-vítima: salvação da lavoura Onírico: fantasmas, fantasias e espiritualidades – consciência-remorso Sacrifício, fome, dormir na rua, máscaras mortuárias, escombros de ler Poemetos-feições. Prêmios, midia, tv – escrever é fuga do não se achar Prosa cênica: Provocações (Pan-Abujamra), tudo a ler. Escrita catarse O grotesco, a sozinhez da alma – geração teflon em infovias efêmeras Vestígios de ausências. Guardados incontidos, poesilhas e entretextos Não necessariamente nessa ordem o testamento letral do inferno agosto Surrealismo, realismo fantástico, meio século-banzo: inquietudes. Neruda-Lorca-Whitman-Rilke-Maiakovski-Jorge de Lima, Lispector Alma-vida insana, precariedades, olhar-furacão, tez chão, ultrapássaro Luz sobre as trevas: eu estive lá-aqui-mesmo: condenação a viver é isso Escrever cetras e carbonos, vagações e poemas, contos, nas errações Dei testemunho de mim escrevendo. Corto os pulsos com poemas, singro A literatura como tábua de carne da vida. Condenaram-me a sobreviver Destilo prosas e versos, pastoreio poemas, delato, testemunho, assino só A passagem pela vida como se arrastasse a dor, a tristeza e a solidão Escrever válvula de escape: A vida é um erro? Fermento odes-errações Na tábua de carne da vida, onde me sirvo em penúria do existencialismo Possível; quase cárcere de tentativa. Olhando os martírios das lavrações! Silas Correa Leite
Escrito por Silas Corrêa Leite às 12:42
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |

 |
| |
Macaquice O pai quis comprar um macaco Para criar em casa, conosco, comigo Desde logo paguei um mico Contrário que fui a essa empreita Vi o macaco para ser vendido Numa gaiola atulhada de cascas O nome do bicho era Belchior Como o mal-tratava um cigano Reinei, pus desconfio, o pai Então não comprou o animal (Por medo do bicho nos domar Fui contra e segurei coleira) O pai em casa depois brincava Que eu era serelepe, como um sagüí Riram muito – para que outro Se sempre tive minha própria jaula?
Silas Correa Leite
Email: poesilas@terra.com.br Blogue: www.portas-lapsos.zip.net
Escrito por Silas Corrêa Leite às 15:28
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|
|
 |



|